Corporais
Estrias
Protocolos personalizados para tratar estrias brancas e vermelhas, estimular a regeneração da pele e melhorar progressivamente textura, profundidade, coloração e firmeza.
Estrias não são apenas marcas na superfície. São alterações profundas na arquitetura da pele.
As estrias são alterações lineares que surgem quando a pele não consegue se adaptar completamente às mudanças de volume, crescimento ou tensão a que foi submetida. Elas são frequentes durante a adolescência, a gestação, o ganho de peso, o aumento de massa muscular e os períodos de transformação corporal. Também podem aparecer após alterações hormonais ou uso prolongado de determinados medicamentos.
Embora sejam popularmente associadas apenas ao “estiramento” da pele, sua formação é mais complexa. As estrias envolvem alterações na organização do colágeno, da elastina e de outros componentes da matriz extracelular responsáveis pela resistência, espessura e elasticidade cutâneas. Por isso, não existe um único tratamento capaz de corrigir todas as estrias.
No Grupo Paula Chicralla, utilizamos o Método GPC para identificar a fase, a profundidade, a coloração, a largura e a qualidade da pele ao redor de cada estria. A partir desse diagnóstico, desenvolvemos protocolos personalizados que podem integrar lasers Fotona, Luz Intensa Pulsada, radiofrequência microagulhada, microagulhamento, drug delivery, bioestimuladores e terapias regenerativas. O objetivo não é prometer o desaparecimento completo, mas promover uma reconstrução progressiva da pele, tornando as estrias mais estreitas, menos profundas, menos contrastantes e mais próximas da textura do tecido ao redor.
O que são estrias?
As estrias, chamadas cientificamente de striae distensae, são lesões lineares relacionadas a alterações estruturais da derme. Durante sua formação, ocorre desorganização das fibras de colágeno e elastina. A pele perde parte da sua capacidade de resistência e surgem linhas que podem apresentar:
- coloração vermelha ou arroxeada;
- tonalidade esbranquiçada;
- depressão;
- textura enrugada;
- redução da espessura;
- diferença de relevo;
- menor elasticidade;
- contraste com a pele ao redor.
Elas não são simplesmente “rachaduras” superficiais. São áreas em que a arquitetura do tecido foi modificada. Essa característica explica por que cremes isolados apresentam resultados limitados, principalmente nas estrias antigas e esbranquiçadas.
Por que as estrias aparecem?
A formação das estrias costuma envolver uma combinação entre tensão mecânica, predisposição genética, fatores hormonais e capacidade individual de produzir e reorganizar colágeno. Entre os fatores associados estão:
- crescimento rápido na adolescência;
- gestação;
- ganho de peso e oscilações frequentes de peso;
- emagrecimento após distensão prévia da pele;
- aumento rápido de massa muscular, musculação e hipertrofia;
- obesidade;
- alterações hormonais e predisposição genética;
- síndrome de Cushing;
- uso prolongado ou inadequado de corticoides;
- determinadas doenças e medicamentos que alterem a estrutura ou a elasticidade cutânea.
Nem todas as pessoas desenvolvem estrias diante do mesmo grau de estiramento. A genética, a qualidade do colágeno, a idade e o ambiente hormonal influenciam a resposta da pele.
Estrias e emagrecimento
É comum perceber as estrias com maior clareza depois de emagrecer. Entretanto, muitas delas se formaram durante a fase de aumento do volume corporal. Quando há redução da gordura e perda de sustentação, as alterações da superfície podem se tornar mais evidentes. Também podem coexistir flacidez, pele fina, enrugamento, perda muscular, redução da espessura dos tecidos e excesso de pele. Nesses casos, tratar somente a estria pode não produzir o melhor resultado: o protocolo pode precisar contemplar a firmeza e a qualidade de toda a região, como no cuidado da flacidez corporal.
Nem toda estria é igual
As estrias passam por diferentes fases. Reconhecer cada uma é fundamental para selecionar o tratamento.
Estrias vermelhas ou arroxeadas
As estrias vermelhas, também chamadas de estrias rubras, representam uma fase mais recente e inflamatória. Elas podem apresentar coloração vermelha, tonalidade rosada, aspecto arroxeado, discreta elevação inicial, coceira, sensibilidade e maior vascularização. Nessa fase, existe atividade vascular e inflamatória mais intensa. Por serem mais recentes, geralmente apresentam maior potencial de resposta aos tratamentos.
O protocolo pode buscar reduzir a vermelhidão, controlar a inflamação, estimular colágeno, preservar a espessura da pele, evitar maior alargamento e favorecer uma cicatrização mais organizada. Intervir precocemente pode proporcionar resultados superiores aos observados em estrias maduras.
Estrias brancas
As estrias brancas, chamadas de estrias albas, correspondem à fase mais antiga. Costumam apresentar coloração esbranquiçada ou perolada, menor vascularização, depressão, redução da espessura, textura enrugada, perda de elasticidade e contraste com a pele bronzeada.
Estrias brancas exigem tratamentos voltados à reconstrução e à remodelação da derme. O objetivo é estimular novas fibras, aumentar a qualidade do tecido, melhorar o relevo e reduzir a diferença entre a estria e a pele ao redor. Como representam uma alteração mais madura, geralmente necessitam de uma sequência de procedimentos e de uma abordagem combinada.
Estrias atróficas e profundas
Algumas estrias são largas, deprimidas e apresentam perda importante de espessura. Nesses casos, o protocolo precisa alcançar diferentes profundidades e pode integrar laser fracionado, radiofrequência microagulhada, microagulhamento, bioestimulação, terapias regenerativas, drug delivery e técnicas injetáveis selecionadas. O número de sessões depende da extensão, da profundidade e da capacidade individual de regeneração.
Estrias brancas e vermelhas respondem da mesma forma?
Não. As estrias vermelhas apresentam maior componente vascular e inflamatório. Por isso, podem se beneficiar de estratégias direcionadas à cor, à inflamação e à preservação precoce do colágeno. As estrias brancas apresentam menor vascularização e maior alteração estrutural; seu tratamento costuma exigir procedimentos que promovam estímulo mais intenso de colágeno e remodelação da derme.
Em um mesmo paciente, podem existir estrias em fases diferentes. Nesse caso, o protocolo pode utilizar tecnologias e parâmetros distintos em uma única região. Estudos recentes sobre microagulhamento também encontraram melhora tanto em estrias vermelhas quanto brancas, com resposta mais expressiva nas estrias recentes.
Quais regiões podem apresentar estrias?
As estrias podem surgir no abdômen, quadris, glúteos, coxas, seios, braços, costas, ombros, região lombar, panturrilhas, joelhos e flancos. A distribuição pode ajudar a compreender a origem. Estrias nos ombros e braços, por exemplo, podem estar associadas ao crescimento ou ao ganho muscular. Estrias no abdômen e nos seios são frequentes durante a gestação. Coxas, quadris e glúteos podem ser afetados durante a adolescência, alterações hormonais ou oscilações de peso. Quando as estrias nas pernas aparecem junto com flacidez, a avaliação pode considerar também o Método GPC Pernas Perfeitas.
Estrias na gestação
As estrias gestacionais podem aparecer principalmente em abdômen, seios, quadris, glúteos e coxas. Sua formação está relacionada à distensão da pele, à predisposição genética e às mudanças hormonais da gestação. Hidratar a pele é importante para preservar conforto e barreira cutânea, mas nenhum creme consegue garantir que as estrias serão evitadas. Quando elas surgem durante a gestação, o tratamento costuma ser planejado após o parto, considerando a amamentação e as condições individuais da paciente. Estrias recentes devem ser avaliadas precocemente, pois podem apresentar maior potencial de resposta.
Estrias na adolescência
Durante o estirão de crescimento, o corpo pode se transformar em um período curto. É comum o surgimento de estrias em costas, quadris, coxas, glúteos, seios, ombros e joelhos. Na maioria dos casos, são relacionadas ao crescimento e não representam uma doença. Entretanto, estrias muito largas, extensas ou acompanhadas de outros sinais clínicos devem ser avaliadas para excluir alterações hormonais ou uso inadequado de corticoides.
Estrias após ganho de massa muscular
O aumento rápido da musculatura pode produzir tensão sobre a pele, principalmente em ombros, braços, peitoral, costas, coxas e glúteos. Isso pode ocorrer em praticantes de musculação, especialmente durante fases de hipertrofia acelerada. O risco pode ser influenciado por genética, velocidade do ganho muscular, uso de hormônios e capacidade de adaptação da pele. O tratamento é definido conforme a fase da estria e a qualidade do tecido ao redor.
Diagnóstico de precisão das estrias
Antes do tratamento, avaliamos coloração, fase, largura, profundidade, comprimento, textura, espessura da pele, quantidade de estrias, região corporal, fototipo, tendência à hiperpigmentação, presença de flacidez e qualidade do tecido ao redor. Consideramos ainda histórico de gestação, oscilações de peso, ganho muscular, uso de corticoides, alterações hormonais, tratamentos anteriores e capacidade individual de cicatrização. Também investigamos se a principal queixa decorre da estria, da flacidez ao redor ou da associação entre ambas.
Fotografia corporal 3D
Quando indicada, a fotografia corporal 3D pode auxiliar no registro e no acompanhamento das regiões tratadas, documentando distribuição das estrias, textura, contorno corporal, flacidez associada e mudanças ao longo do tratamento. As fotografias padronizadas são importantes porque a aparência das estrias pode variar conforme iluminação, posição e grau de hidratação da pele.
Como o Método GPC trata as estrias?
O Método GPC considera que as estrias podem apresentar diferentes componentes: alteração de cor, inflamação, perda de colágeno, redução de espessura, depressão, desorganização da elastina, irregularidade de textura e flacidez associada. A partir dessa avaliação, o protocolo pode buscar reduzir vermelhidão, estimular a formação de colágeno, remodelar a derme, melhorar a espessura, reorganizar a matriz extracelular, suavizar depressões, uniformizar a textura, reduzir o contraste de cor, melhorar a qualidade da pele ao redor e favorecer os mecanismos naturais de reparação. Em muitos pacientes, a combinação de tecnologias produz uma resposta mais completa do que um único procedimento.
Tecnologias para tratamento de estrias
Fotona SP Dynamis NX® — laser Er:YAG
O Fotona SP Dynamis NX® possui laser Er:YAG, que pode ser utilizado em protocolos fracionados de remodelação cutânea. A energia cria microáreas controladas de tratamento, desencadeando um processo de renovação e reparação. Pode contribuir para estímulo de colágeno, remodelação da derme, melhora da profundidade, suavização das bordas, melhora da textura, maior uniformidade entre a estria e a pele ao redor e tratamento de estrias brancas e maduras. A intensidade e a profundidade são ajustadas ao fototipo, à espessura da pele e ao tempo de recuperação disponível. Estudos recentes descrevem melhora da espessura e da densidade dérmica após protocolos com laser Er:YAG, inclusive quando associado ao PRP.
Fotona StarWalker® — laser de alta performance
O Fotona StarWalker® reúne diferentes comprimentos de onda e modos de emissão, permitindo trabalhar componentes específicos das estrias e da pele ao redor. Dependendo da avaliação, pode integrar protocolos voltados a alteração de cor, estrias vermelhas, pigmentação residual, estímulo fotoacústico, textura, drug delivery e associação com tratamentos regenerativos. A tecnologia pode ser especialmente útil quando a estria apresenta diferença importante de coloração ou quando o protocolo exige um tratamento complementar ao remodelamento profundo.
Morpheus8® — radiofrequência microagulhada
O Morpheus8® combina microagulhamento e radiofrequência, entregando energia térmica em profundidades controladas. A tecnologia pode contribuir para remodelação do colágeno, estímulo de novas fibras, aumento da densidade da derme, melhora da flacidez associada, redução da profundidade, melhora da textura e suavização de estrias brancas. A profundidade e a energia são personalizadas conforme a região, o fototipo e a espessura do tecido. Revisões recentes apontam resultados favoráveis da radiofrequência microagulhada no tratamento das estrias, com risco de hiperpigmentação geralmente menor do que o observado com alguns lasers ablativos.
EXION® — radiofrequência microagulhada e tecnologias combinadas
O EXION® pode integrar radiofrequência, microagulhamento e recursos complementares, conforme o aplicador selecionado. Nos protocolos para estrias, pode ser utilizado para estimular colágeno e elastina, melhorar a espessura cutânea, favorecer a remodelação da matriz extracelular, tratar textura irregular, melhorar a firmeza da região, potencializar a hidratação e a qualidade da pele e associar energia e drug delivery. Sua indicação é individualizada de acordo com a profundidade e a fase das estrias.
Microagulhamento para estrias
O microagulhamento cria microcanais controlados na pele e ativa uma resposta de reparação. Pode contribuir para indução de colágeno, melhora da espessura, suavização da textura, redução da largura, tratamento de estrias brancas e vermelhas e drug delivery de ativos selecionados. Uma revisão sistemática publicada em 2024 encontrou evidências favoráveis para o microagulhamento no tratamento das estrias, inclusive quando comparado a diferentes lasers. O número de sessões e a profundidade das agulhas dependem da região e da arquitetura da estria.
Luz Intensa Pulsada
A Luz Intensa Pulsada pode ser incorporada principalmente quando existe componente vascular ou diferença de coloração. Pode contribuir para redução da vermelhidão das estrias recentes, maior uniformidade da tonalidade, tratamento de alterações solares associadas e melhora visual da pele ao redor. A IPL não substitui o estímulo profundo de colágeno nas estrias brancas e atróficas; nesses casos, costuma funcionar como uma etapa complementar. A seleção do fototipo é fundamental para reduzir o risco de manchas.
Radiofrequência para flacidez associada
Quando as estrias coexistem com perda de firmeza em toda a região, tratamentos de radiofrequência podem ser incorporados para estimular colágeno e melhorar a sustentação da pele ao redor. A DENSITY®, por exemplo, pode integrar protocolos quando a principal necessidade não está apenas dentro da estria, mas também na flacidez mais ampla do abdômen, braços, coxas ou glúteos. Essa associação trata duas alterações diferentes: a arquitetura linear da estria e a perda de firmeza da região.
Ultrassom microfocado para flacidez associada
O ultrassom microfocado, como o LinearZ®, não é utilizado para “apagar” diretamente uma estria isolada. Ele pode ser incorporado quando há flacidez dos tecidos ao redor, promovendo pontos térmicos em profundidade e estimulando remodelação de colágeno. Pode ser especialmente relevante após gestação ou emagrecimento, quando estrias e frouxidão cutânea aparecem simultaneamente.
LED terapêutico
O LED terapêutico pode ser utilizado como recurso complementar para fotobiomodulação. Dependendo do protocolo, pode contribuir para modulação da inflamação, recuperação da pele, reparação após procedimentos, conforto e integração às terapias regenerativas. O LED não substitui os procedimentos de remodelação, mas pode complementar o processo de recuperação.
Drug delivery para estrias
O drug delivery utiliza microcanais produzidos por laser ou microagulhamento para favorecer a aplicação de ativos selecionados sobre a pele. Dependendo da indicação, podem ser utilizados recursos voltados a regeneração, hidratação, reparação, estímulo da matriz extracelular, uniformização da tonalidade e recuperação da barreira cutânea. Os ativos devem ser estéreis, adequados à via utilizada e selecionados por médico. Produtos cosméticos comuns não devem ser aplicados indiscriminadamente sobre uma pele submetida a procedimentos que criam microcanais.
Terapias regenerativas para estrias
As terapias regenerativas representam uma etapa importante dos protocolos para estrias, especialmente quando há perda de espessura, alteração da matriz extracelular e baixa qualidade do tecido. De acordo com a indicação, podem ser utilizados PRP, exossomos autólogos, ativos regenerativos, associação com laser, associação com microagulhamento, drug delivery e fotobiomodulação. O objetivo é favorecer o ambiente de reparação e estimular uma reconstrução mais organizada da pele.
PRP para estrias
O plasma rico em plaquetas é obtido a partir do sangue do próprio paciente e contém plaquetas e mediadores associados aos processos de reparação. Quando indicado, o PRP pode ser associado a laser Er:YAG, radiofrequência microagulhada, microagulhamento, drug delivery e procedimentos combinados. A proposta é complementar o estímulo mecânico ou térmico e favorecer qualidade, densidade e recuperação da derme. Estudos recentes sugerem resultados promissores da associação do PRP a tecnologias fracionadas, embora os protocolos ainda apresentem variações e não exista uma técnica universal para todas as estrias.
Exossomos autólogos
Os exossomos autólogos utilizados dentro de protocolos médicos regenerativos são obtidos a partir de material biológico do próprio paciente, conforme técnica e indicação específicas. Eles podem transportar sinais envolvidos na comunicação celular e nos processos de reparação. Nos protocolos para estrias, podem ser considerados como complemento para favorecer o ambiente regenerativo, melhorar a qualidade do tecido, auxiliar na recuperação, integrar procedimentos de indução de colágeno e potencializar estratégias de remodelação cutânea. Os exossomos não apagam isoladamente as estrias e não substituem tecnologias capazes de alcançar a profundidade da alteração. Sua indicação deve fazer parte de um planejamento combinado.
Bioestimuladores de colágeno
Quando existe flacidez e perda de qualidade em toda a região, bioestimuladores podem ser utilizados para favorecer a produção de colágeno, contribuindo para firmeza, espessura, qualidade cutânea, sustentação e melhora do aspecto geral da área. Entretanto, o bioestimulador aplicado ao redor da região não trata necessariamente todas as estrias de maneira direta. Por isso, pode ser combinado com laser fracionado, radiofrequência microagulhada ou microagulhamento dirigido às lesões.
Por que combinar diferentes tratamentos?
Cada tecnologia atua sobre um componente diferente: a IPL pode reduzir a vermelhidão; o Fotona StarWalker® pode atuar sobre alterações de cor e integrar estratégias fotoacústicas; o Fotona SP Dynamis NX® promove renovação e remodelação com Er:YAG; o Morpheus8® e o EXION® entregam radiofrequência em profundidade; o microagulhamento estimula colágeno e cria canais para drug delivery; a DENSITY® pode melhorar a flacidez da região; o LinearZ® pode atuar na sustentação dos tecidos ao redor; o PRP e os exossomos autólogos complementam o ambiente regenerativo; e o LED auxilia na recuperação. Combinar tratamentos não significa realizar todos ao mesmo tempo. Significa construir uma sequência lógica de acordo com a fase da estria, a resposta da pele e o tempo de recuperação disponível.
Método GPC no tratamento das estrias
No Grupo Paula Chicralla, o protocolo é estruturado a partir de quatro princípios:
- Diagnóstico de precisão: identificação da fase, da profundidade, da coloração e da qualidade da pele.
- Planejamento multicamadas: escolha de estratégias que tratem cor, textura, espessura, colágeno e flacidez associada.
- Dermatologia Regenerativa: integração de recursos que favoreçam os mecanismos naturais de reparação.
- Acompanhamento contínuo: documentação da evolução e ajustes conforme a resposta clínica.
Essa abordagem permite tratar estrias recentes e antigas de maneira individualizada, evitando a aplicação do mesmo procedimento em alterações que apresentam características diferentes.
Quantas sessões são necessárias?
O número de sessões depende da fase da estria, coloração, profundidade, largura, quantidade, região corporal, fototipo, qualidade da pele, presença de flacidez, tratamentos anteriores, tecnologia utilizada, resposta individual e capacidade de produção de colágeno. Estrias recentes podem apresentar resposta mais rápida. Estrias brancas, largas ou profundas costumam exigir uma sequência mais longa e associações terapêuticas. A quantidade somente pode ser estimada após a avaliação.
Quando os resultados aparecem?
Os resultados são progressivos. A redução da vermelhidão pode ser percebida antes das mudanças estruturais. Já o aumento de colágeno e a remodelação da derme acontecem ao longo de semanas e meses. Mesmo após o término das sessões, a pele pode continuar passando por reorganização e amadurecimento das novas fibras.
As estrias podem desaparecer completamente?
Não é adequado prometer o desaparecimento completo. As estrias representam modificações estruturais da pele. Os tratamentos podem promover melhora importante de largura, profundidade, textura, coloração, espessura, firmeza e contraste com a pele ao redor. O objetivo é torná-las progressivamente menos perceptíveis e melhorar a qualidade de toda a região. A Academia Americana de Dermatologia também destaca que os tratamentos podem suavizar as estrias, mas não garantem sua eliminação completa.
Peles morenas e negras podem tratar estrias?
Sim. Entretanto, a escolha da tecnologia e dos parâmetros deve considerar o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória. Podem ser necessários preparação da pele, energias personalizadas, intervalos maiores, seleção cuidadosa da tecnologia, controle rigoroso da inflamação, fotoproteção nas áreas expostas e acompanhamento da recuperação. Radiofrequência microagulhada e microagulhamento podem ser alternativas importantes em diferentes fototipos, desde que corretamente indicados.
Como é a recuperação?
A recuperação depende do procedimento e da intensidade. Podem ocorrer temporariamente vermelhidão, inchao, sensibilidade, ardência, descamação, pequenos pontos ou crostas, escurecimento transitório, hiperpigmentação pós-inflamatória e sensação de calor. O paciente recebe orientações sobre higienização, hidratação, roupas, exposição solar, atividade física e retomada dos produtos habituais. Não se deve retirar crostas ou aplicar substâncias sem orientação médica.
Cuidados que ajudam a preservar a qualidade da pele
Algumas medidas contribuem para a saúde cutânea: evitar oscilações rápidas de peso, manter alimentação adequada, garantir ingestão suficiente de proteínas, hidratar a pele, proteger áreas expostas do sol, evitar tabagismo, não utilizar corticoides sem orientação, tratar precocemente estrias recentes, acompanhar alterações hormonais e preservar massa muscular durante o emagrecimento. Esses cuidados não garantem a prevenção das estrias, mas ajudam a preservar a qualidade geral dos tecidos.
Perguntas frequentes
Qual é o melhor tratamento para estrias?
Não existe um único tratamento considerado o melhor para todos os casos. A escolha depende da fase, da cor, da profundidade, do fototipo e da presença de flacidez. A associação entre tecnologias costuma oferecer uma abordagem mais completa.
Estrias vermelhas têm tratamento?
Sim. Por serem recentes e apresentarem maior componente vascular, geralmente possuem maior potencial de resposta. O tratamento pode atuar sobre vermelhidão, inflamação e produção de colágeno.
Estrias brancas podem melhorar?
Sim. Estrias brancas podem apresentar melhora de profundidade, largura e textura, mas geralmente exigem procedimentos de remodelação mais intensos e uma sequência de sessões.
É possível eliminar completamente as estrias?
Não é possível garantir eliminação total. O objetivo é torná-las menos largas, menos profundas, menos contrastantes e mais semelhantes à pele ao redor.
Quanto mais cedo tratar, melhor?
Em geral, sim. Estrias recentes costumam responder melhor porque ainda apresentam maior atividade vascular e inflamatória.
Creme remove estrias?
Cremes podem melhorar hidratação e qualidade superficial. Alguns ativos podem ajudar nas estrias iniciais, mas os produtos tópicos têm efeito limitado sobre estrias brancas e profundas.
Retinoide melhora estrias?
Retinoides tópicos podem ajudar algumas estrias recentes, mas devem ser prescritos pelo dermatologista. São contraindicados durante a gestação e precisam de avaliação durante a amamentação.
Hidratar a pele evita estrias?
A hidratação melhora conforto e barreira cutânea, mas não garante prevenção. Genética, hormônios e velocidade das mudanças corporais também influenciam sua formação.
Laser Fotona trata estrias?
Sim. O Fotona SP Dynamis NX® pode promover remodelação com laser Er:YAG, enquanto o Fotona StarWalker® pode integrar protocolos para alterações de cor, textura e drug delivery.
Radiofrequência microagulhada melhora estrias?
Pode estimular colágeno em profundidade, melhorar a espessura e suavizar a textura de estrias brancas ou vermelhas. Os parâmetros devem ser individualizados.
Morpheus8® trata estrias?
Pode ser utilizado para remodelar a derme e melhorar textura, profundidade e flacidez associada, conforme o fototipo e a região.
EXION® pode ser usado para estrias?
Sim. Dependendo do aplicador, pode integrar radiofrequência microagulhada e recursos destinados à remodelação e à qualidade da pele.
Microagulhamento funciona para estrias?
Estudos apontam melhora de estrias brancas e vermelhas com microagulhamento. Geralmente são necessárias várias sessões.
PRP trata estrias?
O PRP pode complementar laser, microagulhamento ou radiofrequência, favorecendo processos de reparação. Não costuma ser indicado como única estratégia para todas as estrias.
Exossomos autólogos podem ser utilizados?
Podem ser considerados dentro de protocolos regenerativos para favorecer a recuperação e a qualidade do tecido. Não substituem as tecnologias de remodelação.
Bioestimulador corporal melhora estrias?
Pode melhorar colágeno, firmeza e qualidade de toda a região, mas nem sempre corrige diretamente a arquitetura de cada estria. Por isso, costuma ser associado a tratamentos direcionados.
Luz Intensa Pulsada trata estrias?
Pode ser utilizada principalmente em estrias recentes com componente avermelhado. Nas estrias brancas, geralmente são necessárias tecnologias de remodelação profunda.
Bronzeamento esconde estrias?
Frequentemente, não. As estrias brancas podem bronzear menos do que a pele ao redor e se tornar ainda mais visíveis.
Estrias aparecem quando a pessoa emagrece?
Muitas estrias se formam durante o aumento de volume e ficam mais visíveis depois do emagrecimento. Flacidez associada também pode aumentar sua percepção.
Musculação causa estrias?
O aumento muscular rápido pode favorecer estrias em pessoas predispostas, especialmente nos ombros, braços, peitoral, coxas e glúteos.
Estrias na adolescência são normais?
São frequentes durante o crescimento. Entretanto, estrias muito largas, extensas ou acompanhadas de outros sinais clínicos devem ser avaliadas.
Estrias na gravidez podem ser tratadas?
Sim. O tratamento é planejado após o parto, considerando a amamentação, a fase da estria e as condições da pele.
Quantas sessões são necessárias?
A quantidade varia conforme a fase, a profundidade, a região e as tecnologias utilizadas. Estrias antigas geralmente exigem mais sessões.
O tratamento para estrias dói?
O desconforto depende do procedimento. Laser fracionado, microagulhamento e radiofrequência microagulhada podem exigir anestesia tópica ou outras estratégias de conforto.
O resultado é definitivo?
A melhora obtida pode ser duradoura, mas novas estrias podem surgir se houver novas alterações corporais, hormonais ou de peso.
Estrias diferentes exigem estratégias diferentes
Estrias vermelhas, brancas, superficiais ou profundas não devem receber o mesmo tratamento. No Grupo Paula Chicralla, o Método GPC integra diagnóstico de precisão, lasers Fotona, radiofrequência microagulhada, drug delivery, bioestimuladores e terapias regenerativas para reconstruir progressivamente a qualidade, a espessura e a textura da pele. Conheça também o cuidado da flacidez corporal quando estrias e frouxidão cutânea aparecem juntas.

