Íntimos
Climatério e Menopausa
Avaliação ginecológica e cuidado hormonal individualizado para viver essa nova fase com saúde, conforto e qualidade de vida.
A menopausa não começa no dia em que a menstruação termina.
Anos antes da última menstruação, o organismo feminino pode iniciar uma transição hormonal capaz de repercutir no sono, no humor, na memória, na composição corporal, na sexualidade, na saúde íntima, nos ossos, nos músculos, na pele e na qualidade de vida. Esse período é chamado de climatério.
No Grupo Paula Chicralla, contamos com uma equipe de ginecologistas dedicada à avaliação do climatério e da menopausa, com uma abordagem individualizada para reconhecer precocemente as alterações hormonais, investigar os sintomas e definir o cuidado mais adequado para cada mulher.
Porque sintomas que interferem na vida não devem ser minimizados como algo que a mulher simplesmente precisa suportar.
Qual é a diferença entre climatério e menopausa?
Embora os dois termos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, eles não significam exatamente a mesma coisa.
Climatério
O climatério é o período de transição entre a fase reprodutiva e a fase não reprodutiva da mulher. Pode começar anos antes da última menstruação e continuar após a menopausa.
Durante essa fase, os níveis hormonais começam a oscilar. A mulher pode apresentar ciclos menstruais irregulares e diferentes sintomas, mesmo que ainda esteja menstruando.
Menopausa
A menopausa corresponde à última menstruação e é confirmada retrospectivamente após 12 meses consecutivos sem menstruar, quando não existe outra causa para a ausência dos ciclos.
A fase posterior é chamada de pós-menopausa. Nela, algumas manifestações podem melhorar, enquanto outras — especialmente as relacionadas à saúde vaginal, urinária, óssea e metabólica — podem persistir ou progredir sem o cuidado adequado.
Quais são os sintomas do climatério e da menopausa?
Cada mulher atravessa essa fase de uma maneira diferente. Algumas apresentam poucos sintomas. Outras vivenciam alterações intensas, que afetam o trabalho, os relacionamentos, o sono, a vida sexual e o bem-estar emocional.
Entre os sintomas mais frequentes estão:
- ondas de calor ou fogachos;
- suor noturno;
- alterações ou interrupção do ciclo menstrual;
- insônia ou sono fragmentado;
- cansaço e redução da energia;
- irritabilidade e oscilações de humor;
- ansiedade ou tristeza;
- dificuldade de concentração;
- sensação de “névoa mental”;
- alterações da memória;
- diminuição da libido;
- ressecamento vaginal;
- ardor, coceira ou sensibilidade íntima;
- dor ou desconforto durante as relações;
- urgência para urinar;
- aumento da frequência urinária;
- infecções urinárias recorrentes;
- perda urinária ou incontinência;
- ganho de gordura abdominal;
- redução de massa e força muscular;
- dores articulares;
- ressecamento da pele;
- alterações dos cabelos;
- redução da densidade óssea.
Fogachos, ressecamento vaginal e alterações menstruais são muito conhecidos, mas o climatério pode se manifestar de formas menos óbvias. Por isso, muitas mulheres passam anos tratando separadamente o sono, o humor, a libido ou a queda de cabelo sem perceber que essas alterações podem estar relacionadas à transição hormonal.
Não é preciso esperar a menstruação parar para procurar ajuda
Um dos principais equívocos sobre o climatério é acreditar que a avaliação ginecológica só deve acontecer depois da última menstruação.
As oscilações hormonais podem começar antes. Ciclos mais curtos ou longos, alteração do fluxo menstrual, piora do sono, ondas de calor, mudanças de humor e redução da libido podem ser os primeiros sinais dessa transição.
A avaliação precoce permite compreender os sintomas, afastar outras condições e conversar sobre prevenção e possibilidades de tratamento no momento mais adequado.
Isso é especialmente importante porque queixas semelhantes também podem estar relacionadas a alterações da tireoide, anemia, deficiências nutricionais, distúrbios do sono, uso de medicamentos, estresse, depressão ou outras condições clínicas.
Nem tudo é hormonal — mas os hormônios também não devem ser ignorados.
Avaliação ginecológica no climatério e na menopausa
No Grupo Paula Chicralla, a consulta é conduzida por nossa equipe de ginecologistas e começa com uma escuta detalhada. A avaliação considera:
- idade e padrão dos ciclos menstruais;
- intensidade e duração dos sintomas;
- histórico ginecológico e obstétrico;
- vida sexual e saúde íntima;
- qualidade do sono;
- humor e função cognitiva;
- uso de medicamentos e suplementos;
- histórico pessoal e familiar;
- risco cardiovascular;
- saúde óssea;
- composição corporal;
- hábitos de vida;
- exames preventivos;
- presença de contraindicações a determinados tratamentos.
O diagnóstico do climatério costuma ser principalmente clínico. Exames laboratoriais ou de imagem podem ser solicitados quando houver indicação, considerando a idade, os sintomas, o histórico e os riscos individuais.
Mais do que observar um resultado hormonal isolado, é necessário compreender a mulher como um todo. Essa avaliação segue os princípios do Método GPC.
Avaliação hormonal feminina
Os níveis hormonais podem oscilar significativamente durante o climatério. Por isso, um único exame nem sempre consegue explicar todos os sintomas ou determinar, sozinho, a necessidade de tratamento.
Quando indicados, os exames podem ajudar a avaliar aspectos hormonais, metabólicos, ósseos e cardiovasculares, além de excluir outras causas para as queixas apresentadas. A investigação pode incluir, conforme cada caso:
- avaliação da função ovariana;
- função tireoidiana;
- perfil metabólico;
- glicemia e resistência à insulina;
- perfil lipídico;
- vitaminas e minerais;
- saúde óssea;
- avaliação ginecológica preventiva;
- outros exames definidos pela ginecologista.
A solicitação é individualizada. Não existe um único “check-up da menopausa” adequado para todas as mulheres. Os recursos do Centro Diagnóstico podem complementar a investigação quando houver indicação.
Tratamento para climatério e menopausa
O tratamento é definido de acordo com os sintomas, a fase hormonal, o histórico de saúde, as preferências da mulher e a relação individual entre benefícios e riscos. O planejamento pode envolver:
- mudanças no estilo de vida;
- orientação nutricional;
- atividade física e preservação muscular;
- estratégias para melhorar o sono;
- tratamentos hormonais;
- tratamentos não hormonais;
- cuidados para saúde vaginal e vulvar;
- tratamento de sintomas urinários;
- acompanhamento da saúde óssea e cardiovascular;
- fisioterapia do assoalho pélvico;
- tecnologias para saúde íntima, quando indicadas;
- acompanhamento multidisciplinar.
O objetivo não é apenas aliviar ondas de calor. É proteger a saúde, preservar a funcionalidade e melhorar a qualidade de vida durante uma fase que pode representar décadas da vida da mulher.
Terapia hormonal na menopausa
A terapia hormonal pode ser uma opção eficaz para determinadas mulheres, especialmente no controle de sintomas como ondas de calor, suor noturno e alterações geniturinárias. Entretanto, a indicação não deve ser feita de forma automática ou padronizada.
Antes de iniciar o tratamento, a ginecologista avalia fatores como idade, tempo desde a menopausa, presença do útero, intensidade dos sintomas, histórico cardiovascular, risco de trombose, saúde mamária, sangramentos, doenças hepáticas e antecedentes pessoais e familiares.
A formulação, a dose, a via de administração e a necessidade de associação entre hormônios devem ser individualizadas. Mulheres que mantêm o útero, por exemplo, geralmente necessitam de proteção endometrial quando utilizam estrogênio sistêmico.
Diretrizes brasileiras reforçam que a decisão sobre terapia hormonal deve ser individualizada, baseada em evidências e acompanhada regularmente.
Terapia hormonal não é indicada para todas as mulheres. Quando ela não é recomendada ou não é desejada, existem alternativas não hormonais que podem ser consideradas.
Existem tratamentos não hormonais?
Sim. Mulheres que não podem ou não desejam utilizar terapia hormonal também podem receber tratamento.
As possibilidades dependem do sintoma predominante e podem incluir medicamentos não hormonais, cuidados locais, hidratantes e lubrificantes vaginais, fisioterapia do assoalho pélvico, mudanças de estilo de vida e outras estratégias individualizadas.
Também existem no Brasil opções não hormonais aprovadas para o tratamento de sintomas vasomotores moderados a intensos associados à menopausa. A escolha, porém, depende de avaliação e prescrição médica.
O tratamento deve ser escolhido de acordo com a necessidade real de cada mulher — e não apenas com base no fato de ser ou não hormonal.
Ressecamento vaginal e dor durante as relações
A redução do estrogênio pode provocar mudanças na vulva, na vagina, na uretra e na bexiga. Esse conjunto de alterações é conhecido como síndrome geniturinária da menopausa. Entre as manifestações mais frequentes estão:
- ressecamento vaginal;
- ardor ou coceira;
- sensibilidade íntima;
- redução da lubrificação;
- dor durante as relações;
- pequenos sangramentos após o contato;
- urgência urinária;
- aumento da frequência urinária;
- infecções urinárias recorrentes;
- desconforto ao urinar.
Ao contrário de alguns sintomas transitórios do climatério, as alterações geniturinárias podem persistir e se intensificar quando não são tratadas.
O tratamento pode incluir hidratantes vaginais, lubrificantes, medicamentos locais ou sistêmicos, fisioterapia pélvica e tecnologias íntimas, conforme a avaliação. Conheça o protocolo de rejuvenescimento íntimo.
A mulher não precisa aceitar dor, desconforto ou perda da sexualidade como uma consequência inevitável da idade.
Incontinência urinária na menopausa
A perda involuntária de urina pode aparecer ou se intensificar durante o climatério e a menopausa, mas nem toda incontinência tem a mesma causa.
Ela pode ocorrer ao tossir, espirrar, rir, correr ou fazer esforço. Em outras situações, surge acompanhada de uma vontade súbita e difícil de controlar.
Alterações hormonais, enfraquecimento do assoalho pélvico, gestações, partos, envelhecimento dos tecidos, constipação, excesso de peso e outros fatores podem estar envolvidos.
Por isso, a incontinência urinária precisa ser avaliada corretamente. O tratamento pode incluir:
- mudanças comportamentais;
- fisioterapia do assoalho pélvico;
- tratamentos medicamentosos;
- cuidados hormonais locais;
- tecnologias específicas;
- encaminhamento para investigação complementar, quando necessário.
Perder urina é frequente, mas não deve ser considerado normal ou inevitável.
Libido e sexualidade após a menopausa
A sexualidade feminina é influenciada por diversos fatores.
Alterações hormonais podem participar da redução do desejo, mas a libido também pode ser afetada por dor durante as relações, qualidade do sono, estresse, medicamentos, imagem corporal, dinâmica do relacionamento e saúde emocional.
Por isso, a falta de libido não deve ser tratada com uma resposta única.
A consulta ginecológica permite avaliar as possíveis causas e construir uma abordagem que considere conforto íntimo, saúde hormonal, bem-estar emocional e qualidade da vida sexual.
Menopausa, músculos, ossos e composição corporal
A transição hormonal também pode influenciar a distribuição de gordura, a massa muscular e a saúde óssea.
Algumas mulheres percebem maior acúmulo de gordura abdominal, dificuldade para manter a composição corporal, redução da força e perda de massa magra, mesmo sem grandes mudanças na alimentação.
A queda de estrogênio também está relacionada à aceleração da perda óssea, aumentando o risco de osteopenia e osteoporose em determinadas mulheres.
Por isso, o acompanhamento pode incluir:
- avaliação da composição corporal;
- investigação da saúde óssea;
- orientação para musculação e atividade física;
- avaliação nutricional;
- correção de deficiências quando identificadas;
- estratégias para prevenção de quedas e fraturas;
- controle dos fatores de risco cardiometabólico.
A Bioimpedância InBody pode complementar a avaliação da massa muscular e da distribuição de gordura, e o protocolo de performance e construção muscular pode apoiar a preservação da massa magra nessa fase.
Tratar o climatério não é apenas controlar sintomas. É cuidar da longevidade e da independência futura da mulher.
Menopausa, pele e cabelos
A pele também responde às mudanças hormonais.
Com a redução do estrogênio, podem ocorrer diminuição de colágeno, ressecamento, perda de elasticidade, alteração da barreira cutânea e maior percepção de flacidez. Essas alterações podem ser abordadas nos protocolos de rejuvenescimento facial e qualidade da pele e de flacidez facial.
Os cabelos podem apresentar afinamento, redução de densidade ou aumento da queda, especialmente quando alterações hormonais se somam ao estresse, a deficiências nutricionais, à predisposição genética ou ao emagrecimento acelerado. Nesses casos, a investigação pode incluir os tratamentos capilares.
Por integrar ginecologia, dermatologia, saúde capilar e tecnologias, o Grupo Paula Chicralla pode desenvolver um cuidado multidisciplinar para as diferentes repercussões dessa fase.
A pele não envelhece sozinha. Ela reflete as transformações de todo o organismo.
Por que procurar acompanhamento no início do climatério?
O acompanhamento precoce permite:
- reconhecer os primeiros sinais da transição hormonal;
- investigar outras causas para os sintomas;
- evitar anos de desconforto sem diagnóstico;
- discutir riscos, benefícios e alternativas de tratamento;
- cuidar da saúde íntima e sexual;
- preservar massa muscular e saúde óssea;
- avaliar riscos metabólicos e cardiovasculares;
- construir estratégias de prevenção;
- melhorar a qualidade do sono e o bem-estar;
- planejar um envelhecimento mais saudável.
Não existe uma idade única para procurar ajuda. O momento adequado é quando surgem mudanças persistentes no ciclo, no corpo ou na qualidade de vida.
Cuidado integrado para uma nova fase da mulher
No Grupo Paula Chicralla, o climatério e a menopausa são acompanhados por uma equipe de ginecologistas, com integração a outras áreas sempre que necessário.
O cuidado pode envolver ginecologia, dermatologia, saúde íntima, avaliação da composição corporal, performance muscular e terapias direcionadas aos sintomas de cada mulher.
Não buscamos transformar a menopausa em uma doença. Buscamos reconhecer que essa transição pode trazer repercussões reais e que a mulher merece informação, acolhimento e tratamento baseado em avaliação médica individualizada.
A longevidade feminina começa com a forma como cuidamos das mudanças que acontecem hoje.
Perguntas frequentes
Com que idade começa o climatério?
Não existe uma idade exata. A transição costuma começar alguns anos antes da menopausa, mas varia entre as mulheres. Mudanças menstruais e sintomas persistentes justificam avaliação ginecológica.
Qual é o primeiro sinal da menopausa?
Alterações no ciclo menstrual estão entre os primeiros sinais, mas algumas mulheres percebem inicialmente ondas de calor, alterações no sono, irritabilidade, redução da libido ou ressecamento vaginal.
É preciso fazer exames hormonais para diagnosticar a menopausa?
Nem sempre. Em muitas mulheres, o diagnóstico é baseado na idade, nos sintomas e no histórico menstrual. Os exames são solicitados quando podem esclarecer o quadro ou orientar o cuidado.
Toda mulher precisa fazer reposição hormonal?
Não. A terapia hormonal depende dos sintomas, da idade, do tempo desde a menopausa, do histórico clínico e das contraindicações. A decisão deve ser individualizada e compartilhada com a ginecologista.
Quem não pode fazer terapia hormonal tem outras opções?
Sim. Existem tratamentos não hormonais e estratégias específicas para ondas de calor, sono, saúde vaginal, sintomas urinários e outras queixas.
Ressecamento vaginal tem tratamento?
Sim. O tratamento pode incluir hidratantes, lubrificantes, medicamentos locais ou sistêmicos, fisioterapia pélvica e tecnologias íntimas, conforme a avaliação.
Incontinência urinária é normal na menopausa?
Não deve ser considerada inevitável. A perda urinária precisa ser investigada porque existem diferentes tipos, causas e possibilidades de tratamento.
A menopausa pode causar queda de cabelo e flacidez?
As mudanças hormonais podem contribuir para afinamento capilar, ressecamento e perda de colágeno. Entretanto, outras causas devem ser investigadas antes de definir o tratamento.
Uma nova fase merece avaliação individualizada
O climatério e a menopausa podem repercutir no sono, no humor, na saúde íntima, nos ossos, nos músculos, na pele e na qualidade de vida. Nada disso precisa ser suportado em silêncio.
No Grupo Paula Chicralla, nossa equipe de ginecologistas avalia cada mulher de forma individualizada, investiga as causas dos sintomas e constrói o cuidado mais adequado para essa fase, com integração entre ginecologia, dermatologia, saúde íntima e composição corporal. Agende sua avaliação ginecológica.
