A depilação a laser foi desenvolvida a partir de anos de pesquisas, pelo Dr. Rox Anderson, realizadas nos laboratórios de fotomedicina da Harvard Medical School.

A excelência do tratamento se deve a sua elevada afinidade pela melanina (comprimento de onda de 800 nm), pigmento responsável pela cor de nossos pelos. Ao ser aplicada na região desejada, a energia do laser é captada pelo fio, sendo transportada até sua raiz, danificando-a gradualmente e impedindo seu crescimento normal.

O sucesso na remoção dos pelos está na destruição do folículo, que vai do bulbo até os seus centros de germinação, preservando o tecido saudável. Destruindo o folículo piloso durante o ciclo de crescimento ativo (fase anágena), existe a redução de longo prazo do pelo. Os fios indesejados são removidos com base no princípio da fototermólise seletiva, processo pelo qual a energia luminosa provoca lesão térmica do folículo piloso.

O laser produz um feixe de luz altamente concentrado. A luz penetra através da pele e é absorvida no alvo pigmentado encontrado no fio. A energia absorvida no eixo faz com que a temperatura chegue a um nível suficientemente elevado (aproximadamente 60 graus Celsius) no folículo piloso, de modo que as suas estruturas sejam aquecidas e consequentemente destruídas, inibido assim o seu crescimento.

São necessárias, em média, de 6 a 10 sessões, com intervalos de aproximadamente 30 dias (ideal entre 3 a 5 semanas). Os resultados já podem ser observados desde o início do tratamento. Após alguns dias da sessão, os pelos que estão mortos dentro da pele são eliminados e se observa uma redução progressiva.

No caso da foliculite, normalmente já se obtêm um grande alívio nas sessões iniciais, trazendo conforto ao paciente.

O número de sessões depende de vários fatores, como: tipo de pele e pelo, tamanho da região e de uma resposta individual ao tratamento. Durante todo o tratamento, deve-se evitar arrancar os pelos da raiz (pinça ou cera). Cremes depilatórios, lâminas e clareadores são permitidos. O protetor solar FPS 30 deve ser usado na região durante todo o tratamento.

Deve-se evitar a exposição exagerada ao sol, assim como o uso de autobronzeadores. Recomendamos também o uso de cremes clareadores (normalmente a base de hidroquinona) durante todo o tratamento (protocolo internacionalmente reconhecido e importante para os melhores resultados).

Obs.: Pacientes grávidas ou amamentando não devem usar o creme de clareamento. Apenas o protetor solar.

Tanto a pele branca como a negra respondem bem ao tratamento dos pelos encravados (pseudofoliculites), sendo considerado nesse caso um tratamento clínico e estético para o paciente, proporcionando uma melhora e um alívio significativo já nas sessões iniciais. Os pelos escuros e grossos respondem mais rápido e melhor ao tratamento do que os mais claros e finos. Já os pelos brancos, cinzas e ruivos respondem menos ao tratamento.

O objetivo do tratamento é oferecer a melhora da foliculite e uma grande redução permanente dos fios existentes no momento do tratamento. Podem permanecer alguns pelos finos e claros (tipo penugem).

Frequentemente, pode-se retornar às atividades normais rapidamente. A pele pode ficar levemente avermelhada (eritema pós-laser) que costuma regredir rapidamente. Evitar a exposição solar e o calor excessivos.